Os impactos do coronavírus no setor de eventos

Atualizado: Mai 16

Na sexta-feira, 13 de março de 2020, o Ministério da Saúde recomendou que eventos de massa fossem cancelados ou adiados, sejam eles governamentais, esportivos, artísticos, culturais, políticos, científicos, comerciais e religiosos, além de outros com aglomeração de pessoas. Não sendo possível, a recomendação é que o evento seja feito sem público. Essa recomendação causou um impacto mundial no setor, o que fez com que os grandes veículos de comunicação mudassem suas estratégias. A Rede Globo, por exemplo, já suspendeu a participação de plateia em algumas de suas atrações e cancelou a festa de lançamento de uma novela, a organização do Lollapalooza informou que o festival terá novas datas. No setor de Live Marketing, os eventos foram cancelados. O que as agências tem pedido aos clientes é que não cancelem e sim prorroguem as datas. Para atrasar a transmissão do coronavírus e não sobrecarregar o sistema de saúde do país,a maioria das grandes empresas, bem como agências, aceitaram a recomendação de seus governadores de permanecerem em distanciamento social e estão trabalhando em caráter de Home Office. Essa pandemia está provocando severos impactos na cadeia produtiva do setor de eventos. Eventos cancelados, adiados (alguns já em montagem), investidores pedindo devolução do recurso e colaboradores que já estavam contando com aquele job e o mesmo não foi realizado. É o setor mais impactado, pois o mercado de eventos depende de pessoas, pessoas essas que estão em distanciamento social em prol de um bem maior. As agências e toda cadeia produtiva enfrentarão dificuldades devido ao recuo do mercado neste primeiro semestre, justamente no ano que todos se preparavam para o aquecimento do mercado, causando um achatamento no setor e fazendo com que as agências busquem aprender uma nova forma de trabalho, se redesenhem a partir do melhor uso da tecnologia e da gestão de tempo versus produtividade. Muitos profissionais serão colocados a disposição no mercado, freelancers correm o risco de ficarem sem jobs por meses, isso pode gerar a migração para outros setores ou a criação de negócios formais ou informais diferenciados. Nesse momento de retração, é hora também de redesenhar estratégias, fazer os ajustes necessários e trilhar um caminho por muitos desconhecido. O setor precisa se unir e entender a importância de vivermos em rede e continuarmos a caminhar, tentando se ajudar mutuamente. Muito mais que contratos, que prevaleça o bom senso. Estudos apontam que pelo menos 50% das profissões do futuro ainda sequer foram criadas, chegou a hora de criá-las ou reinventá-las. Apesar do cenário negativo, podemos ser o setor que sairá mais rápido dessa situação, pois comprovadamente não há nada mais efetivo para a retomada das vendas do que realizar eventos para que as grandes empresas voltem a se posicionar no mercado de forma rápida e assertiva. Esperamos que esse cenário de incertezas passe o mais rápido possível e que voltemos a fazer o que mais amamos: Encantar nosso clientes realizando eventos marcantes.



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